domingo, 14 de dezembro de 2014

Vamos tomar um chá?

 
Estou paradinha  em casa por recomendação médica. Parar é algo extremamente difícil para alguém ligada no 220 como eu. Sou muito enérgica e faço questão de aproveitar 100% do meu tempo. Madrugo, corro 5 km 3 vezes por semana, trabalho muuuito, busco as crianças na escola, acompanho o dever de casa e ainda costuro_ como vocês vêem aqui. Faço tudo com alegria. Mas agora fui obrigada a dar um break.
 

Apesar de ter mais tempo livre, tenho ficado pouco no ateliê. Falta concentração. Abri uma exceção e fiz um esforço giga para concluir o meu vestido Françoise. Este é o molde recém lançado da minha musa inglesa Tilly, do blog Tilly and The Buttons. Em homenagem a Tilly e ao molde, vamos brindar com uma xícara de chá?


Comprei o molde pelo site no começo de novembro, no dia do lançamento. Baixei em PDF e imprimi em casa.
 
O modelo tem mangas raglan, duas pences no peito e uma pence que eu não conhecia, que começa na cintura e modela o corpo. Veste muito bem. A saia evasê é perfeita para nós, brasileiras, que costumamos ter o quadril um pouquinho mais largo.
 
Não recomendo este molde para iniciantes. Além das pences, ele tem zíper invisível e revel no acabamento da gola. É mais indicado para quem já tem um pouquinho de experiência e segurança na máquina. Fica a dica: se você nunca fez roupas, mas está a fim de se aventurar na costura de um vestidinho, procure o molde Coco. É mole, molde e veste bem!


Meu vestido é de crepe azul marinho, bem firme. A Tilly não indicava tecidos grossos por causa das pences. Fui teimosa. Pretendo fazer outros em tecidos mais leves.




As fotos são da fada-fotógrafa Ruby Fernandes. Só ela mesmo para me tirar de casa, me levar para tomar um chá e me fazer sorrir para esses cliques. Obrigada, Ruby!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Papai noel style! Costurei uma blusa para vestir no Natal!

 
Acho meio estranho as propagandas de lojas e shoppings que aparecem nessa época do ano. Famílias vestidas com roupas de baile para comemorar o Natal dentro de casa!  Ok, acho lindo aquelas mulheres com roupas de veludo preto, vestidos vermelhos brilhosos. Mas, aquilo não retrata em nada o meu Natal. Eu costumo me vestir de forma mais simples. 


Já faz tempo que eu estava de olho no molde dessa blusa. Sigo a @aimecommemarie no Instagram e admiro as produções dela. Veja AQUI  como ela é estilosa... E o blog é cheio de costuras com bossa.
 
Aliás, ando curtindo cada vez mais as crafters francesas. Elas costuram modelos simples, mas que vestem bem. Procuram conforto, mas sem perder a elegância. Ah! E não se intimidam em repetir a roupa um milhão de vezes em diversas misturas. Ora é com jeans... com saia, com meia calça.


Comprei o molde da blusa Mistral pelo site. Chegou bem rápido! Veio o molde e o passo a passo. Todas as explicações estão em francês, mas não se assuste! Tá tudo desenhado de forma bem clara! A execução me parecia mais fácil à princípio. É que a Marie ensina um jeito que eu não conhecia para embutir o acabamento  _ esse forrinho também conhecido aqui no Brasil com revel. Fui valente e preferi fazer do jeito que ela sugeria. Se não for assim, a gente não avança nas técnicas, concordam?



Como era a primeira e eu não sabia como ia ficar no corpo, escolhi um tecido barato. É um sedinha com ótimo caimento, mas sintética demais. Eu me arrependi um pouco porque, no fim, gostei do modelo e acho que deveria ser feito em um tecido mais nobre, como uma seda de verdade. Eu odeeeeeeio sintéticos!
 
A cor é perfeita para usar no Natal. Bem papai noel style! Se eu costurar algo melhor até lá, deixo minha blusa Mistral para usar no carnaval.  Afinal, ela também vai formar um par perfeito com orelhas da Minnie! Hahahha


Aproveitem o fim de semana, costureiras!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Aula de Costura 2: Almofadas de Natal

 
Quando acabou o Natal de 2013, guardei quase todos os meus enfeites em uma caixa e doei. Cansei de tanto plástico, glitter e feltro de má qualidade. Decidi que este ano vou manter apenas a tradição do pinheiro natural (meu marido faz questão! Faz parte das lembranças dele da infância! Eu também adoro aquele perfume na sala) e seguir com uma decoração mais minimalista. Por isso, fiz essas almofadinhas. São fáceis e ótimas para quem não tem prática na máquina de costura, mas quer fazer bonito no fim de ano!
 
 
Você vai precisar de:
 
- 2 pedaços de tecidos medindo 30 x 35 cm. Eu usei uma estampa natalina que eu ganhei da minha amiga Ludmilla dias atrás. Para o verso da almofada, escolhi esse de estrelinhas que também ganhei de presente dela há muitos anos.
- tesoura
- linha
- agulha de mão
- plumante bem fofinho. Esse você encontra no armarinho. Existem de vários tipos. Use, preferencialmente, o mais macio que você encontrar!


Vamos lá? Mãos à obra!

1. Posicione os dois tecidos do lado direito com o lado direito, como aparece na foto. Prenda com alfinetes em toda a borda. Uma dica: para evitar acidentes, use os alfinetes perpendiculares à linha da costura. Se você esquecer de tirar um deles e a agulha da máquina passar por cima, dificilmente ela vai quebrar!
 

2. Ao costurar deixe uma abertura de 5 cm. Faça o retrocesso dos dois lados para evitar que a almofada descosture.


3. Corte os cantinhos nas 4 quinas, como aparece na foto! Agora é hora de passar ferro para o tecido ficar bem esticadinho, principalmente perto das costuras.


5. Encha a almofada com o plumante sem dó! Use bastante para ela ficar bem recheada! Agora é só fechar o buraquinho à mão com pontos invisíveis. Tadãaa! Sua almofadinha está pronta!!


 



As minhas foram parar na sala da minha casa, mas tenho certeza que resultariam em um belo mimo de Natal se fossem embrulhadas com papel de seda e uma fita vistosa. Ah! E não se esqueça de caprichar no cartão.


Boas costuras!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Lese: um amor de tecido!




A lese é um dos meus tecidos favoritos e mais significativos. Lembra minha infância, as roupas da minha mãe e os vestidos das minhas avós. Existem vários tipos diferentes: com tramas mais abertas, bordados mais vistosos, tingimentos de diversas cores. Difícil escolher, viu?
 
Como o tecido já é especial, acho que a lese pede modelagens simples. Nada de babados, nem recortes. Cortei essa blusa a partir do molde de um vestido reto, com pences nas laterais. Há uma costura no centro das costas e uma pequena abertura com um colchete para o fechamento no pescoço.
 
O molde usado foi o Ultimate Shift Dress, da loja/ escola de costura inglesa (que sonho conhecer) Sew Over It. Comprei na loja online (os moldes são liiiindos! Veja AQUI). Demorou um tempão para chegar, mas valeu a espera!




Ainda não vesti... (fico namorando no manequim com dó de usar! Vê se pode?!) e ainda estou pensando como combinar. O que vocês acham? Sinto que essa é daquelas peças que vão bem do jeans rasgado à pantalona preta. Será?

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Minhas costuras no Superziper

 
Sou leitora do Superziper há anos. Sou fã da dedicação da dupla Andrea e Claudia. Elas mantém um dos raros blogs brasileiros de crafts. O SZ é cheio de dicas bacanas e tutoriais. Fiquei bem feliz quando elas me convidaram para colaborar com um post. Melhor ainda: para falar de um assunto que estou apaixonada, moldes para costurar roupas. Para ler é só clicar AQUI.
 
A Katia Linden, do Costura Katia, Costura , também participou do post do Superziper. A Katia está com um guarda roupas cada vez mais recheado de peças feitas por ela. Se você sonha com blusas e vestidos feitos em casa, recomendo uma visita por lá também!
 


domingo, 9 de novembro de 2014

Um Vestido em Paris

 

Foi em um fim de tarde, enquanto tomávamos um café, que  minha amiga Ruby me contou que preparava uma viagem a Paris. Ah! Paris! A cidade mais linda e romântica do mundo me desperta belas lembranças. Estive na Cidade Luz algumas vezes: na primeira vez que pisei na Europa, quando fui estudar francês, na minha lua de mel e para comemorar o meu aniversário de 30 anos. Uh la la! Acho que já é hora de voltar....
 
Assim que cheguei em casa, corri para a minha pasta de moldes. Queria muito encontrar algo para a Ruby levar na mala. As condições: tinha que ser uma peça prática, feminina, fácil de combinar e confortável. A Ruby é fotógrafa e precisava ter o movimentos livres para trabalhar_ mesmo enquanto passeia!




Escolhi um molde que super recomendo: o Lady Skater Dress, da inglesa Kitschy Coo. Fiz em malha de montaria marrom bem escuro. O tecido é bem suave e macio. Ah! E é leve e nada volumoso. Temos que pensar em espaço quando o assunto é bagagem. Certo?

 
O molde é vendido em PDF. Só comprar no site, baixar no computador, imprimir, montar as páginas e costurar! Ok, essa parte do cola-cola é um pouco chatinha, mas o resultado compensa a trabalheira. Já a execução é bem gostosa de fazer! Fiz o acabamento interno com a overloque, mas esse tipo de malha não desfia e dispensaria essa etapa. 


Depois de muito frio na barriga (toda costureira que faz algo para outra pessoa sabe o que é isso!!), o vestido serviu e a dona gostou. Mas até ela aparecer sorrindo aqui nas fotos vivemos juntas, via WhatsApp, um pequeno drama! Ao chegar a Paris, a Ruby descobriu que a mala tinha sumido durante o voo. Oh, não! O vestido!!!! Para o nosso alívio, 48 horas depois a bagagem reapareceu no hotel. Lá dentro, o vestido prontinho para flanar em Paris.


Fotos: Cássio Mendes David de Souza Filho (talentoso, hein?)

sábado, 1 de novembro de 2014

Um pouco de romantismo sempre vai bem!



Um pouco de romantismo sempre vai bem... Pode ser um vaso de flores na sala de casa (na minha sempre tem!), uma música antiga que toca no rádio do carro, um bilhete escrito à mão pelo filho. Pode ser também uma roupa. Melhor ainda se ela tiver sido costurada por você.
 
Foi amor à primeira vista por esse molde. Todos os moldes gringos são sempre batizados com um nome. E esse daqui merece ser chamado de Parisian Top. Não acham?

Seguindo as orientações da autora, cortei o corpo em malha e fiz a gola de tricoline (dessas que usamos para patchwork). Combinei uma malha off white com esse floral que sobrou do vestido que costurei para Alice. Lembram dele? Mostrei aqui. Gostei tanto dessa estampa que queria aproveitar tudinho. Feito! Não sobrou nem um retalho pra contar a história!


Sobre a execução... Foi mais tranquilo do que imaginava unir dois tecidos com estruturas tão diferentes. O acabamento interno foi feito com uma tira cortada em viés. Ficou bem digno.... pena que não tenho nenhuma foto para mostrar. Fico devendo!
 
Gostei tanto que costurei outro: azul marinho e branco. A alegria de vestir algo feito à mão merece ser compartilhada. Não acham?




Fotos: Ruby Fernandes