domingo, 2 de agosto de 2015

Casa de boneca? Opa, casa de fotógrafa!


Numa tarde dessas, a Ruby me convidou para um cafezinho na casa dela. Bem, cafezinho não seria um termo muito adequado quando você encontra uma mesa cheia de gostosuras, arrumada com tanto carinho. Taí algo que eu valorizo cada vez mais na vida: há momento mais precioso do que alguém se planejar, assar um bolo, mexer o brigadeiro na panela e tirar a melhor louça do armário para lhe receber? A sensação de acolhimento é imediata. É preciso aproveitar cada segundo.
 
 

A Ruby mora num petit apê que me encanta. Fico babando todas as vezes que vou lá. Não falta, nem sobre nada. Tudo o que está lá dentro tem utilidade e foi muito pensado até ocupar gavetas e prateleiras. Num mundo que te chama para comprar tudo o que você vê pela frente, fico admirada com a capacidade de seleção da minha amiga. Cada pecinha tem a cara dela e significa algo na história da família. 
 
E quanta organização, viu? Duas portas de armário para guardar todas as roupas dela e do marido? Sim, ela prova que é mais do que o suficiente. Mini área de serviço não é sinônimo de bagunça. Cozinha com armários limitados? A solução é ter só mesmo o necessário. E pra quê mais??
 

Cada vez que eu vou lá há uma novidade. Dessa vez, a Ruby trocou o papel da parede da sala e o da cozinha. Cansou do floral romântico e substituiu por um de tijolinhos. Taí mais um motivo de admiração: na casa da Ruby não há estagnação. Tudo está sempre em movimento, em construção. Ela está sempre bolando um jeito de deixar o que já está lindo ainda mais e mais bacana!



 


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Guarda roupa de maternidade (handmade, claro!)

 
Não há nadinha nessa vida comparável a carregar um bebê na barriga. A emoção de sentir aquela remexida lá dentro e saber que estamos gerando vida é um eterno clichê. Ô fase linda, cheia de mistérios e amor! O corpo da gente muda e é uma delícia. Só quem reclama é o guarda roupa. Deus do céu, de uma semana para outra não cabe mais nada e bate aquele desespero!

Quando a Maíla Basile_ minha bat-companheira de aventuras costurísticas_ descobriu que estava à espera da Ana avisou: quero ser uma grávida moderna. Sabe como é, né? Concordo plenamente! Na fase mais gostosa da vida não faz sentido se descuidar! E isso não significa estar desconfortável.
 
Item número 1 da grávida que deseja um armário prático e bacana: uma blusa de malha básica, vai-com-tudo, preta. Ah! Costurada em um algodão bem macio... O molde foi desenhado pela Maíla a partir de outro que ela gostava, mas não era para grávidas. Ajusta daqui e de lá e assim nasceu a peça mais usada da gestação até agora!
 

A blusa não podia faltar na mala da viagem para Londres. E fez bonito com a legging, tênis, jaqueta de couro e lencinho Liberty. Tem look mais adequado para bater perna na primavera da capital inglesa?




O mais divertido será mostrar as fotos da viagem para a Ana daqui a alguns anos. Daí ela vai ver a London Bridge, o irmãozinho Thales fantasiado de guarda real e a mamãe divando com a barriga super bonita.  Imagina só que delícia poder dizer: "a blusa??? Mamãe quem fez".


Chega logo, Ana! Tia Vivi está aqui te esperando. Vem, Basilinha!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Como aproveitar uma tarde gelada em SP?


Já deve ter acontecido com vocês... Tem pessoas que nós nunca vimos pessoalmente, mas fazem parte do nosso dia a dia. A gente lê o blog, segue no instagram, conhece gostos, fica sabendo das férias, das pendengas do trabalho, se tem cachorro ou gato e acompanha as viagens. Daí tem hora que dá vontade de dar um salto e transformar aquela amizade virtual em real, bem real, que é pra ter certeza se o santo bate de verdade! ;)


Foi assim que a Francine Lacerda encantou a minha vida! Todos os dias eu visitava o blog dela, namorava as costuras, babava nos vestidos vintage. Gente! Daí plim.. aquele pensamento: tanta gente bacana no mundo, que gosta do eu gosto, porque não tentar dizer um "hello", mesmo que seja de longe!?


Aproveitei uma viagem a São Paulo para agendar uma sonhada aula no ateliê da Francine. Foi num sábado à tarde, estava um frio do cão (15 graus de dia! Ui!) e chovia bastante. Peguei um táxi e pedi para o moço parar em frente a casa de portão roxo com interfone vermelho. Primeiro impacto: moradia de gente criativa é assim... nada de bege e branco!
 
A Fran me recebeu de guarda chuva e lá fomos para o ateliê. Gentem! Pensem num lugar lindo! Paredes de tijolinhos bem branquinha, canaleta na parede exibindo quadros inspiradores. Ela serviu chá de jasmim e tinha bolinho fresco me esperando na mesa. O projeto estava definido: a saia midi que admirava pela tela do computador há um tempão! E lá fomos nós decidir o tamanho mais adequado do molde.
 
Ah! O molde... Tudo o que Francine ensina foi criado por ela. Os moldes são todos exclusivos e cada aluna recebe o seu. Eu me orientei pelas medidas que ela passou, fui de P e deu certinho!


Como eu já costuro há um tempinho, a saia parecia fácil. Sim, fácil, mas cheia de truques que eu nunca tinha ouvido falar. O bolso foi uma surpresa! A execução era totalmente diferente do que eu imaginava e o resultado também! O legal é que eu poderei aplicar a técnica a outras peças. Adoro otimizar meus aprendizados!


E a tarde passou muito mais rápido do que eu gostaria! Quando chequei no relógio já tinham passado horas. Tudo o que é bom dura pouco, né? E eu fiquei com gostinho de quero mais. Parte boa da história: sair de saia pronta e poder lembrar dessa tarde aconchegante toda vez que eu vesti-la!
 
Feliz e quentinha de saia nova! Não vejo a hora de vesti-la com outra produção!
Saí da aula com o coração derretido de alegria! E fiquei de olho no próximo curso. Ah! Se eu morasse em São Paulo... Quem me dera... Dia 25 de julho começa o módulo de blusas. A Francine vai ensinar a tirar as medidas, modelar e costurar 3 blusas. Tudo será feito com calma, em 5 aulas, das 10 às 13 horas. O único pré-requisito é saber fazer costura reta na máquina. Mais informações AQUI! Vá, tire muitas fotos e me mate de inveja!
 

domingo, 28 de junho de 2015

Patchwork ou retalho?


As colchas de retalho fazem parte das minhas primeiras lembranças. Quando eu era bem pequena, adorava me envolver nas colchas bem macias costuradas pela minha avó. Eu e meus pais íamos visitá-la na fazenda. E lá dormíamos num clima fresquinho, naquele casarão sem forro, onde fícavamos observando os detalhes das telhas até o sono chegar.  
 
Não exista placa de corte, régua especial, nem cortador. Tudo era feito só na tesoura. Ah! E ninguém nunca tinha ouvido falar em manta acrílica para rechear as colchas. O forro costumava ser de algodão cru. E depois de muitas lavagens a colcha era um conforto só.


A tradição foi passando para frente. E assim, dormimos em colchas feitas pela minha tia Mariana e pela minha mãe. Aliás, esse é um dos maiores prazeres quando visito meus pais. Lá sempre sou recebida com uma roupa de cama branquinha e perfumada. E na hora de dormir, minha mãe sempre me cobre com uma colcha de retalhos.


Na última vez que passamos um feriado na casa dos meus pais, tinha uma colcha nova na cama do meu filho Lucas. Obra da minha mãe para presenteá-lo.
 
E aí vem a parte mais emocionante de uma colcha de retalhos: olhei cada pedacinho e lembrei dos projetos que fiz. Tinha o restinho da calça de pijama de peixinhos, os tecidos que sobraram das oficinas que eu e a Maíla demos ateliê, os importados de carros que estavam encalhados no meu armário. Assim, a colcha além de aquecer meu filhote, também conta uma história_ como eram as colchas da minha avó que tinham retalhos dos tecidos das calças e camisas do meu avô.


É uma nostalgia boa. Um amor de família costurado ali_ quadrado por quadrado. Fiquei muito agradecida pela minha querida mãe ter tido o trabalho de fazer essa recordação para o netinho Lucas. E espero que essa mesma colcha embrulhe, um dia, também meus netos.
 
Obrigada pelo carinho, mãe.
Maria Antônia, te amarei para sempre.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Como é relaxante costurar papel!

 
Tá aí algo que me deixa baita feliz: costurar papel. Acho beeem mais relaxante do que costurar tecido. Quando minha cabeça está meio fora do lugar, já sei que o melhor a fazer é encadernar. Acho tão lúdico passar cola com o rolinho, fazer os acabamentos com pincel, medir com régua e marcar tudo à lápis. Lembra infância, primário, sala de aula, professora.
 
E por falar em professora, aproveitei uma visita da minha sogra aqui em Brasília para reunir o trio de meninas Basile para uma aula particular aqui no ateliê com a profe Tê Pires. Eu, a Maíla e Beth passamos uma manhã muito gostosa ao lado da Teresa!
 

Nosso desejo era aprender a costura copta. Os cadernos feitos com essa técnica não tem lombada (lindeza!) e o trançado das linhas fica aparente, como um bordado. Daí, há muito tempo eu e a Maíla namorávamos a tal da copta. Para nós, era um mistério como amarrar os cadernos assim. Só tínhamos ouvido falar que era necessário usar 4 agulhas ao mesmo tempo e isso nos dava #medo, #muitomedo.


 A Tê Pires tem uma didática ótima. E com um saltinho daqui, uma costura torta de lá, logo compreendemos o processo e nasceram 3 cadernos. Ficamos tão empolgadas que no mesmo dia, eu, Beth e Ma nos reunimos de novo para costurar mais! O resultado está aí!


Pra quem se interessou, a Teresa dá aulas particulares aqui em Brasília. Se você mora em outra cidade ou país, mas tem vontade de encadernar, não desanime! Ela tem cursos online no site Eduk. Eu ainda não testei as aulas virtuais, mas estou morrendo de vontade!
 
Ah! E ela ainda tem uma loja virtual de carimbos de ba-barrrrrr!!!


sábado, 20 de junho de 2015

A história da moda em 2 minutos


Vídeo sensacional que resume 100 anos de moda em 2 minutos. Na vida dos sonhos: meus estilos favoritos são os das décadas de 50 e 60. Na vida real: ao assistir lembrei mesmo foram de muitas peças que fizeram parte do meu guarda roupa nos anos 90, 2000 e 2015. Quem não tem um um jeans rasgado hoje em dia? Vale a pena parar pra assistir!
 
Bom sábado!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Meu estilo: vovó style!


Os manuais com pitacos para agregarmos mais estilo ao nosso guarda roupas proliferam por aí... Tem livro, blog, revista. Por muitos anos, eu consumi e tentei seguir todas essas dicas. Não vou dizer que foi em vão. Aprendi bastante a entender o meu corpo e tentar favorece-lo. Mas, cansei.
 
Diante desse clima de liberou geral, acho que o mais importante é cada um buscar o que lhe cai bem, traz conforto e um pouco de alegria. Mesmo ao vestir uma roupa séria dá pra gente se divertir um pouco. É assim que eu me sinto quando visto as peças feitas por mim. Até um vestido sisudo (como esse das fotos) me faz rir _ seja porque me traz lembranças da escolha do tecido, dos comentários da minha mãe (ela fala que eu pareço a minha avó com esses vestidos de velhinha!) ou dos erros enquanto costurava.
 
Já tentei ser mais moderna, mas não tem jeito: saias curtas e decotes não combinam com a minha personalidade. Não gosto, não visto e pronto! Também não sou muito de brilho, nem visto calça extra justa. Gosto de me sentir solta, sem nada pegando no quadril ou no busto. E daí vem algo mágico do mundo da costura: a oportunidade única de apertar daqui e soltar de lá. A chance de reproduzir o mesmo molde várias vezes: com golas, tipos de tecidos e acabamentos diferentes.
 
Este vestido foi feito a partir do molde Françoise (à venda aqui) da inglesa que sempre falo, a Tilly and The Buttons. Já fiz um azul marinho e outro cinza. O marrom que aparece nesse post é de lã. Minha intenção era deixá-lo pronto para a viagem a Londres no começo do ano, mas não consegui terminar a tempo. Sem problemas! Está sendo bem aproveitado nesse friozinho que está fazendo em Brasília.

O tecido é da Mariana Tecidos e a fivela é da Liberty London.