sábado, 16 de maio de 2015

Roupa para Super Heroína Favorita


Sempre sonhei em ter uma boneca chamada Alice. E fico derretida de alegria quando ela pede para vestir as roupinhas que costuro para ela. Este vestidinho cai muito bem , por isso, já fiz vários: com estampa de corujas, de galinhas e de florzinhas. Tenho planos ainda para fazer um de raposas e outro de coelhos.


Minha Alice faz o tipo princesa moderna. Gosta da Bela Adormecida, da Branca de Neve e da Cinderela, mas também se diverte com dragões, espadas, bola, bonecos da coleção medieval do Playmobil e curte montar Lego com o irmão.


Alice é tagarela. Inventa histórias em que sou uma rainha (gosto muito dessa parte!), canta as músicas do filme Annie e quase nunca perde o bom humor.
 
Ela também é gulosa! Ataca o macarrão, o arroz com feijão, a pizza, a maçã que está no prato da babá, a tapioca do café da manha saudável da mamãe, mas foge do suco de verde.

 
Alice gosta de arrumar a mala e viajar. Fica comportadinha no avião e se interessa por conhecer lugares novos. Mas, tenho certeza que seu lugar favorito no mundo ainda é a caminha quentinha e bagunçada da mamãe.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Moldes gratuitos de roupas! Uhu! Bora costurar?

Oiê! Tudo bem? Então, me conta... você já costurou todas as necessaires possíveis, já está craque nas bolsas, fez jogos americanos, ursinhos e agora está de olho nas roupas, mas não sabe por onde começar... #boratentar ?

Uma roupa que cai bem no corpo nasce do encontro de uma boa modelagem com o tecido apropriado. Você vai encontrar moldes em livros, em revistas, como a Burda e a Manequim, e na internet. Eu ando viciada nos moldes vendidos em PDF pelas costureiras gringas. Acho prático comprar pela internet e imprimir em casa, sem precisar pagar frete nem esperar semanas pelo carteiro. A parte ruim é ter que montar e colar dezenas de folhas até formar uma blusa ou um vestido. Mas, acho que a trabalheira compensa!

Selecionei alguns moldes em PDF de graça  pra quem quer experimentar o recorta e cola dos papéis e tentar começar a fazer as próprias roupas. Vamos nessa! É hora de gastar todo seu inglês... Ou o Google Tradutor, se for o caso. No problem! Let's have fun! 

O primeiro molde é a regata Sorbetto (todos os moldes têm nomes, não estranhe!) do site Colette Patterns. O Colette é um site americano super profissional (Não deixe de visitar o blog deles cheio de dicas). O passo a passo é bem explicadinho. São só duas peças para cortar + viés. Não preciso nem dizer o quanto uma regatinha vai bem no nosso guarda roupa brasileiro, né? Outro ponto positivo: esse modelo funciona bem com a tricoline ou o algodão, ou seja, aqueles tecidos que as patchworkeiras certamente tem em casa. (Se bem que não vemos nenhum drama em sair para comprar paninhos, não é meninas?)

 Foto: https://www.colettepatterns.com/sewing/sorbetto
Mais um site americano cheio de ideias legais: o da texana Sew Caroline. Acompanho o trabalho dela há algum tempo e admiro a determinação em que foi melhorando fotos e tutoriais. Hoje é bem profissa! É muita energia, gente! Ela tem moldes simples à venda e outros gratuitos, como essa saída de praia.

 Foto: www.sewcaroline.com
Outro molde gratuito bacana da Sew Caroline é esse kimono. Gente, faz um tempão que eu desejo costurar um e até agora nada... Achei uma graça esse acabamento em renda.

Foto: www.sewcaroline.com
E pra encerrar, o meu favorito: a blusa Plantain do site francês Deer & Doe. É aquele modelo básico e confortável. Essa tem um corte bem feminino no colo e é levemente acinturada. Ah! E o detalhe no cotovelo é um charme, né? 

Foto: http://boutique.deer-and-doe.fr

Foto: http://boutique.deer-and-doe.fr

sábado, 2 de maio de 2015

Desafio: vestir roupas feitas por mim durante um mês!



Já perdi as contas de quantas peças de roupas costurei nos últimos anos... Vestidos, blusas, saias e calças. Sou organizada ao determinar os projetos e raramente deixo algum pela metade. Normalmente começo e logo concluo. Mas, tenho o péssimo hábito de escolher o que fazer ao acaso. 

Deixe-me explicar: funciona assim, identifico um molde que gosto, procuro um tecido na gaveta do ateliê e sigo em frente. Faço isso antes de me perguntar se é algo de frio ou calor, se usaria mais naquela época do época, se serve para trabalhar ou passear. O resultado é que acabo fazendo roupas que gosto, mas uso pouco. 

A exceção (e surpresa) ocorreu no ano passado, quando recebi um convite de casamento e coloquei na cabeça que iria vestida com algo feito por mim. Passei a semana concentrada no projeto, que já teria um destino certo. Não sei nem descrever minha alegria ao chegar em casa do salão com cabelo e maquiagem prontos e vestir meu pretinho nada básico com a etiquetinha 'ateliê basile'. Olha, tem certas coisas que só quem é costureira entende....  

Por tudo isso, fiquei tão animada ao conhecer o desafio ME MADE MAY. A brincadeira foi criada em 2010 pela britânica Zoe Edwards, do blog So Zo... What do you know? No primeiro ano, foi um desafio pessoal, já no ano seguinte conquistou centenas de costureiras mundo a fora. No ano passado rendeu até reportagem no jornal The Guardian




Se você fizer uma busca rápida nas redes sociais, vai se espantar com a quantidade de gente que entrou no esquema #memademay15. É muito divertido e vou listar os motivos pra tentar convencer você a vir brincar também...

1. Você vai descobrir que tem muito mais gente aprendendo a costurar nesse mundão de Deus do que você imaginava! E vai ver pessoas com os mais variados perfis. Costurar pode ser um hobby de mil novecentos e antigamente e pode ser também algo super hypster! 

2.  Ninguém posa com as próprias roupas esperando que os outros digam: nossa! Que barriga de tanquinho! Esqueça o sucesso das mocinhas lindas do instagram que são admiradas pelo porte físico. Em um desafio com esse ninguém está nem aí para a circunferência do seu abdomen ou peito. O que conta é a sua habilidade de encontrar moldes e costurar roupas que se adaptem às suas curvas, dêem conforto para as suas atividades e, principalmente, lhe façam se sentir especial.

3. Conhecer extremamente bem as suas medidas pode ser reconfortante. A gente descobre que perfeiçao não existe. Algumas de nós são mais gordinhas no braço, outras nas costas, na coxa. Mas, SEMPRE haverá um santo molde e um tecido bacana para resolver tudo isso! 

4. Ao acompanhar as costureiras mundo a fora você descobrirá moldes novos. A comunidade crafter costuma ser bem atenciosa e eu duvido que alguém se recuse a dar informações. 

5. Enfim, meu principal objetivo. Esforçar-me para tirar do armário tudo o que foi costurado por mim até hoje. Pensar em produções novas para os meus vestidos, saias e blusas. E, enfim, descobrir o que está sobrando e o que está faltando para determinar, de forma mais objetiva, meus próximos passos. 

Caso queiram acompanhar, publicarei diariamente minha participação no #memademay15 no instagram do @ateliebasile . 

PS - A Francine Lacerda, professora de costura que tem um ateliê na Vila Madalena, em SP, fez um post super legal sobre o movimento Me Made May no blog dela, o Costura com Estilo. Corre lá pra ver!  

terça-feira, 21 de abril de 2015

Minha versão inglesinha!


Estou encantada com as costureiras inglesas. Elas conseguem misturar uma onda retrô com tecidos modernos e me surpreendem sempre. Sou fã dos moldes da Lisa Comfort, da loja Sew Over It, e da musa salve-salve Tilly Walnes, do blog Tilly And The Buttons. Já fiz algumas peças das duas e não poderia deixar de levar algumas na minha mala para Londres. 

O vestido Coco, da Tilly And The Buttons, é perfeito para viagens. Ele é de malha, portanto: não amassa, é super confortável e vai bem com reforços de inverno, como blusinhas térmicas e meias mais grossas. Fiz este em uma malha buclê vinho, ou como dizem agora: marsala.


É a segunda vez que faço este molde. O primeiro era azul marinho e mostrei AQUI em um post com fotos incríveis da minha amiga Ruby.  

O Coco é super fácil. É perfeito para quem nunca costurou malhas, mas sente vontade de se aventurar. Só sugiro o uso de uma malha mais grossa, como a ponte roma ou moletom,  para cair melhor no corpo. 


Adorei passear pela torre de Londres e visitar o museu onde estão guardadas as coroas e jóias da rainha vestindo meu Coco e meus sapatos oxford. São bobagens que só quem costura entende... mas no meio daquela turistada toda, eu me senti legitimamente inglesinha!



sábado, 4 de abril de 2015

Meus pinguins londrinos!



Passamos dias ensolarados e congelados em Londres. O tempo estava perfeito para longas caminhadas. É claro que teve a tradicional chuvinha, mas ela não atrapalhou nadica de nada! Pelo contrário, ela nos deixou ainda mais no climão da cidade...

Desde que a Alice nasceu, procuramos viajar sempre em família: eu, meu marido e nossos filhos. Minhas crianças adoram e nada me faz mais feliz. Tudo bem, sei que muita gente me acha maluca de ir para tão longe com duas crianças, mas não vejo bem assim. É claro que o planejamento é completamente diferente de uma viagem só com adultos. Nada de saídas noturnas, cardápios exóticos, nem almoços em restaurantes cheios de taças... Pra mim tudo não passa de diversão. 


Lucas e Alice curtem desde a criação do roteiro. Juntos, pesquisamos passeios na internet, compramos tickets para teatro, visitamos os sites dos museus e escolhemos as obras que vamos ver. No avião, eles vão bonitinhos. Ok, há momentos em que a Alice perde a paciência, afinal, ela só tem 3 anos, mas encaramos bem.


Até a arrumação da mala é bacana. É um tal de experimentar calça térmica, blusa de lã, protetor de orelhas e botas. Daí a gente ri porque as roupas de 6 meses atrás já ficaram curtas e eles adoram perceber que cresceram.


Na viagem a Londres, levamos algo muuuuito especial na bagagem! A Cecília e a Helena, do blog Quilts São Eternos, nos presentearam com 4 golinhas de lã para esquentar a família. As golas foram usadas t-o-d-o-s os dias!

As golas são circulares, inteiras. Elas são ótimas para crianças porque não perdem fácil. E, ao tirar, quando entramos em um ambiente com aquecimento, é só pendurar no carrinho de passeio.



Agradeço de coração à Helena e Cecília, que fizeram esse presente com tanto amor. Espero que as golinhas nos acompanhem em muitas outras viagens para esquentar meus pequenos pinguins.

Ah! Só pra terminar... Corre lá no Quilts São Eternos e depois volte para me contar o que achou. Tenho certeza que você vai curtir.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Bem vinda ao viciante mundo da costura!


Cresci vendo minha mãe assar biscoitos, bordar, fazer flores de tecido e, principalmente, costurar. Ela era professora. Trabalhava o dia todo, mas sempre reservava um tempo para os seus hobbies. Ela me ensinou os primeiros passinhos na costura: como tirar moldes, passar a linha na máquina e fazer a costura reta. Mas eu só comecei a aprender de verdade quando comecei a frequentar cursos e,  olha, isso nem faz tanto tempo assim. 

Tive excelentes professoras e sou extremamente grata a cada uma delas! Aprendi a fazer bolsas, necessaires e patchwork com a animada Ana Paula Cuore (Armarinho Magriffe), tirei meus primeiros moldes com a Terezinha Espírito Santo (Casa do Ceará) e me aprofundei no Método Ioli com a Isan Mirthes (Ateliê Isan Mirthes). Por falta de tempo e  fatalidades da vida nunca terminei nenhum dos cursos, mas ainda sonho com um diploma de costureira pendurado na parede. Enquanto não consigo me dedicar à dominar a técnica como gostaria, sigo dando meus pontinhos em modelos mais simples. 

Tenho recebido muitos e mails e comentários no instagram pedindo dicas sobre como começar a costurar. Como contei aqui, eu me considero uma aprendiz. Estou só no comecinho, mas gostaria de compartilhar algumas dicas com vocês.

1. Procure um curso. Gosto muito de aulas virtuais e já fiz várias, mas acho que para quem vai começar do zero é importante ter uma professora para tirar as dúvidas olho no olho. Depois de dominar a passagem das linhas, a costura reta e os primeiros princípios, visite tutoriais em blogs, assista vídeos no You Tube e compre livros. Você vai ver que o que não falta por aí são projetos bacanas e fáceis! 

2. O investimento inicial para começar a costurar é baixo... Você vai precisar de pouquíssimo: duas tesouras (uma para papel, outra para tecido), agulha de mão, linha, fita métrica, régua grande, abridor de casa (que usamos para descosturar o que deu errado), giz de alfaiate, papel para os moldes. Tudo isso custa barato!

3. A máquina. Acho desnecessário começar com um super modelo. Se você ainda não tem certeza se vai adiante, compre uma máquina básica. Todas as marcas tem modelos simples, que costuram tudo! A minha é uma dessas e já usei até para costurar bolsa de couro. 

4. É normal se sentir perdida nas primeiras visitas a lojas de tecidos. Não tenha vergonha de perguntar, de tirar do lugar para sentir o caimento, de anotar nomes, de voltar pra casa para pensar. Sugiro que comece por tecidos mais firmes. O algodão, a tricoline, o brim e o jeans são bem amigos dos iniciantes. Fuja do chiffon, da viscose e, por motivos óbvios, da seda! 

5. Não se sinta frustrada se os primeiros projetos saírem tortos e desajeitados. Ame suas peças mesmo assim e use! Seja paciente. O objetivo no começo deve ser a diversão e não a perfeição!

quinta-feira, 26 de março de 2015

Paris... uh la la! Um vestido perfeito para viagens!


Meus dias congelados em Paris foram enfrentados com uma mala recheada de roupas feitas por mim. Esse vestido é perfeito para viagens: não amassa, é confortável e quentinho. Usei várias vezes com blusa térmica bem justinha por dentro e duas meias fio 200 forradas com fleece (uma delícia! Recomendo para quem gosta de usar saias no frio!). Pra completar: um cardigã de cashmere e um casaco pesado, que não aparecem na foto.



O tecido é bem fácil de trabalhar. A malha de montaria tem um caimento pesado e não desfia. Fiquei um pouco insegura com a cor, um azul petróleo. Mas me convenci que cairia bem com preto, cor do oxford, da bota,  da bolsa, casaco e cachecol. Esse é o meu esquema para montar mala mais compacta: escolho uma cor como base e as outras peças tem obrigatoriamente que combinar com ela. Isso, é claro, para evitar levar vários sapatos e roupas que não serão usadas.

O molde é o lady skater dress, da inglesa Kitsch Koo. Já é a quarta vez que faço esse molde. Nesta versão, aumentei a largura das mangas porque queria mais liberdade para o movimento dos braços e sabia que ia vestir com uma térmica como segunda pele. No fim, achei que exagerei e poderia ter deixado mais justinho. 

                        

E vocês? Planos para viajar? Tão bom levar algo feito por nós... Pra mim, pensar em moldes e tecidos é tão importante quanto planejar os museus e pontos turísticos que desejo conhecer!