quinta-feira, 19 de novembro de 2015

É hora de desapegar!


Eu, meu marido e nossos dois filhos partiremos para uma grande aventura em dezembro. Vamos morar por 3 anos em Washington, capital dos Estados Unidos. Estamos felizes com a nova vida... e nos preparando para os desafios.
 
O primeiro deles ainda será enfrentado aqui: desapego! Não levaremos mudança, por isso teremos que ter coragem de nos desfazer dos nossos objetos garimpados em viagens e passeios ao longo dos anos. Tudo  Quase tudo será vendido em um animado GARAGE SALE no primeiro domingo de dezembro, dia 06, das 9 da manhã às 5 da tarde.
 
Vai ter tecido, máquina de costura, botões, livros de patchwork, linhas, papéis de scrapbooking. E também louças, mimos para a cozinha, quadrinhos, espelhos decorativos. Ah! E eletrodomésticos para quem estiver precisando equipar a casa, como: máquina de secar roupa e de lavar pratos bem novinhas! E ainda: roupas, bolsas e outras belezuras!
 
Se você se interessou pelos objetos ou se quiser vir dar um tchau, apareça aqui pra gente tomar um café, comer um bolinho e bater um papo.
 
Deixe seu e mail que eu mando as coordenadas.
 
Beijo e até lá!
Vivi Basile

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Na estrada! Minhas Craft Férias em Joinville.

 
Tenho pensado no quanto a gente complica a vida sem necessidade... Mil planos para férias a milhares de quilômetros de distancia, preocupação com a cotação do euro e a cobrança do IOF na fatura do cartão de crédito na volta. Esse ano decidi que faria diferente. Queria férias tranquilas, ao lado de pessoas amadas, em REAL e fazendo o que eu mais gosto: costurar! E não é que deu certo? Eu me diverti horrores, chorei de rir e voltei pra casa leve, leve....
 
Desde que me casei e as crianças nasceram já viajei bastante a trabalho, mas essa foi a primeira vez que deixei filhotes e maridão em casa pra bater perna por alguns dias só com amigas. Como faz bem, viu? Recomendo!
 
Eu e Ruby partimos de Brasília para Joinville para visitar as crafters de lá! Olha, foram 4 dias super animados. A farra começava no café da manhã no hotel e seguia até tarde. Bem, entenda por farra: cafés com bolo com conversas que duravam horas, almocinhos trocando confidências, risadas ao falar bobagens e compras em armarinhos e lojas de tecidos. A Bela, mais conhecida como Chá de Baunilha, foi nossa super guia e nos levou aos lugares mais bacanas da cidade! Merci, merci, merci, Bela!
 
Primeira parada doce da viagem: Bacio di Latte no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Zero dieta!
 

 
Joinville é a maior cidade de Santa Catarina, apesar de não ser a capital do Estado. Teve colonização alemã, por isso é cheia de confeitarias. Nelas, tem os doces tradicionais germânicos e outros que acabaram entrando no cardápio. Gente do céu! Nunca comi tanto bolo gostoso e bem feito na vida. Fomos a muitas e a favorita (que mereceu uma passada antes de pegarmos o avião para voltar) foi a Doce Beijo. A decoração é em estilo art noveau, bem francesinha, com vitrais coloridos. As mesas e sofás são vermelhos e a louça é um capricho só.



Almoçamos super bem (saladinhas lights pra compensar as calorias das guloseimas) no Jardim Amélie.  O restaurante parece uma casa de boneca.

Na porta do Jardim Amélie com Ruby Fernandes, Bela Chá de Baunilha e Fabi Sehnem. A Fabi faz as bonecas de carretel de madeira mais lindas do mundo. Sou fã há anos! Olha AQUI que perfeição.

A parte mais bacana foi estar com pessoas que falo sempre virtualmente. Tão bom ouvir a gargalhada, o tom de voz ao contar uma história, as expressões faciais. Taí algo que a internet e as redes sociais ainda não substituem!


 

sábado, 17 de outubro de 2015

Vestido Bettine: ainda não sei se gostei!

Tirei férias e sumi por aí por alguns dias. Foram semanas inesquecíveis! Completamente dedicadas à minha paixão pelos crafts. Nada muito elaborado, nada excessivamente caro, mas com dias repletos de bons programas e ótimas companhias. Aos poucos vou compartilhar tudo com vocês... Conheci endereços bacanas que podem ser úteis para quem curte manualidades, como eu.
 
Mas antes vou mostrar um vestido que levei na mala especialmente para estrear durante a viagem a Joinville. Tem coisa mais gostosa do que preparar mala? Eu adoro! Passo dias pensando nas combinações, acompanho a previsão do tempo e penso nos prováveis programas.



O molde, mais uma vez, é da inglesa Tilly and The Buttons . Acho a  Tilly a referência mais moderna que temos no mundo da costura hoje. Ela costura bem, tem senso de estilo, uma pegada retrô que eu amo e um marketing bem amarrado que faz a gente desejar tudo que ela inventa.
 
Acompanho a Tilly no site, no instagram, comprei  livro ainda na pré-venda (super indico!) e quase todos os moldes lançados individualmente. Olha! É em libra, caro que dói, mas costumo fazer e repetir tantas vezes que no fim, compensa.


Sobre o vestido Bettine.... usei um crepe bacana, pesado, que comprei na Puro Pano, em Brasília. É um vermelho cereja. A execução foi bem fácil. Não tem pences, nem zíper. E os bolsos aparentes na frente são tranquilos de fazer!
 
Algumas mudanças: a Tilly sugere costurar um elástico na cintura. Pulei essa parte porque minha intenção é usar com cintos ou lenços. Acrescentei 8 cm no comprimento alterando no local marcado para isso, mas não gostei no resultado por dois motivos. Primeiro porque depois de pronto conclui que esse modelo tem que ser mais curto mesmo (vou diminuir a barra!). E também porque acho que influenciou na modelagem, que era para ser tulipa, mas acabou ficando coisa nenhuma (nem reta, nem arredondada, nem nada!).  


Esse daí foi o detalhe do acabamento que eu mais gostei! A viradinha da manga com esse botãozinho falso deram todo charme. Já o conjunto da obra... ainda estou em dúvida.


E vocês? O que tem costurado?


Fotos da fada Ruby Fernandes

domingo, 2 de agosto de 2015

Casa de boneca? Opa, casa de fotógrafa!


Numa tarde dessas, a Ruby me convidou para um cafezinho na casa dela. Bem, cafezinho não seria um termo muito adequado quando você encontra uma mesa cheia de gostosuras, arrumada com tanto carinho. Taí algo que eu valorizo cada vez mais na vida: há momento mais precioso do que alguém se planejar, assar um bolo, mexer o brigadeiro na panela e tirar a melhor louça do armário para lhe receber? A sensação de acolhimento é imediata. É preciso aproveitar cada segundo.
 
 

A Ruby mora num petit apê que me encanta. Fico babando todas as vezes que vou lá. Não falta, nem sobre nada. Tudo o que está lá dentro tem utilidade e foi muito pensado até ocupar gavetas e prateleiras. Num mundo que te chama para comprar tudo o que você vê pela frente, fico admirada com a capacidade de seleção da minha amiga. Cada pecinha tem a cara dela e significa algo na história da família. 
 
E quanta organização, viu? Duas portas de armário para guardar todas as roupas dela e do marido? Sim, ela prova que é mais do que o suficiente. Mini área de serviço não é sinônimo de bagunça. Cozinha com armários limitados? A solução é ter só mesmo o necessário. E pra quê mais??
 

Cada vez que eu vou lá há uma novidade. Dessa vez, a Ruby trocou o papel da parede da sala e o da cozinha. Cansou do floral romântico e substituiu por um de tijolinhos. Taí mais um motivo de admiração: na casa da Ruby não há estagnação. Tudo está sempre em movimento, em construção. Ela está sempre bolando um jeito de deixar o que já está lindo ainda mais e mais bacana!



 


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Guarda roupa de maternidade (handmade, claro!)

 
Não há nadinha nessa vida comparável a carregar um bebê na barriga. A emoção de sentir aquela remexida lá dentro e saber que estamos gerando vida é um eterno clichê. Ô fase linda, cheia de mistérios e amor! O corpo da gente muda e é uma delícia. Só quem reclama é o guarda roupa. Deus do céu, de uma semana para outra não cabe mais nada e bate aquele desespero!

Quando a Maíla Basile_ minha bat-companheira de aventuras costurísticas_ descobriu que estava à espera da Ana avisou: quero ser uma grávida moderna. Sabe como é, né? Concordo plenamente! Na fase mais gostosa da vida não faz sentido se descuidar! E isso não significa estar desconfortável.
 
Item número 1 da grávida que deseja um armário prático e bacana: uma blusa de malha básica, vai-com-tudo, preta. Ah! Costurada em um algodão bem macio... O molde foi desenhado pela Maíla a partir de outro que ela gostava, mas não era para grávidas. Ajusta daqui e de lá e assim nasceu a peça mais usada da gestação até agora!
 

A blusa não podia faltar na mala da viagem para Londres. E fez bonito com a legging, tênis, jaqueta de couro e lencinho Liberty. Tem look mais adequado para bater perna na primavera da capital inglesa?




O mais divertido será mostrar as fotos da viagem para a Ana daqui a alguns anos. Daí ela vai ver a London Bridge, o irmãozinho Thales fantasiado de guarda real e a mamãe divando com a barriga super bonita.  Imagina só que delícia poder dizer: "a blusa??? Mamãe quem fez".


Chega logo, Ana! Tia Vivi está aqui te esperando. Vem, Basilinha!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Como aproveitar uma tarde gelada em SP?


Já deve ter acontecido com vocês... Tem pessoas que nós nunca vimos pessoalmente, mas fazem parte do nosso dia a dia. A gente lê o blog, segue no instagram, conhece gostos, fica sabendo das férias, das pendengas do trabalho, se tem cachorro ou gato e acompanha as viagens. Daí tem hora que dá vontade de dar um salto e transformar aquela amizade virtual em real, bem real, que é pra ter certeza se o santo bate de verdade! ;)


Foi assim que a Francine Lacerda encantou a minha vida! Todos os dias eu visitava o blog dela, namorava as costuras, babava nos vestidos vintage. Gente! Daí plim.. aquele pensamento: tanta gente bacana no mundo, que gosta do eu gosto, porque não tentar dizer um "hello", mesmo que seja de longe!?


Aproveitei uma viagem a São Paulo para agendar uma sonhada aula no ateliê da Francine. Foi num sábado à tarde, estava um frio do cão (15 graus de dia! Ui!) e chovia bastante. Peguei um táxi e pedi para o moço parar em frente a casa de portão roxo com interfone vermelho. Primeiro impacto: moradia de gente criativa é assim... nada de bege e branco!
 
A Fran me recebeu de guarda chuva e lá fomos para o ateliê. Gentem! Pensem num lugar lindo! Paredes de tijolinhos bem branquinha, canaleta na parede exibindo quadros inspiradores. Ela serviu chá de jasmim e tinha bolinho fresco me esperando na mesa. O projeto estava definido: a saia midi que admirava pela tela do computador há um tempão! E lá fomos nós decidir o tamanho mais adequado do molde.
 
Ah! O molde... Tudo o que Francine ensina foi criado por ela. Os moldes são todos exclusivos e cada aluna recebe o seu. Eu me orientei pelas medidas que ela passou, fui de P e deu certinho!


Como eu já costuro há um tempinho, a saia parecia fácil. Sim, fácil, mas cheia de truques que eu nunca tinha ouvido falar. O bolso foi uma surpresa! A execução era totalmente diferente do que eu imaginava e o resultado também! O legal é que eu poderei aplicar a técnica a outras peças. Adoro otimizar meus aprendizados!


E a tarde passou muito mais rápido do que eu gostaria! Quando chequei no relógio já tinham passado horas. Tudo o que é bom dura pouco, né? E eu fiquei com gostinho de quero mais. Parte boa da história: sair de saia pronta e poder lembrar dessa tarde aconchegante toda vez que eu vesti-la!
 
Feliz e quentinha de saia nova! Não vejo a hora de vesti-la com outra produção!
Saí da aula com o coração derretido de alegria! E fiquei de olho no próximo curso. Ah! Se eu morasse em São Paulo... Quem me dera... Dia 25 de julho começa o módulo de blusas. A Francine vai ensinar a tirar as medidas, modelar e costurar 3 blusas. Tudo será feito com calma, em 5 aulas, das 10 às 13 horas. O único pré-requisito é saber fazer costura reta na máquina. Mais informações AQUI! Vá, tire muitas fotos e me mate de inveja!
 

domingo, 28 de junho de 2015

Patchwork ou retalho?


As colchas de retalho fazem parte das minhas primeiras lembranças. Quando eu era bem pequena, adorava me envolver nas colchas bem macias costuradas pela minha avó. Eu e meus pais íamos visitá-la na fazenda. E lá dormíamos num clima fresquinho, naquele casarão sem forro, onde fícavamos observando os detalhes das telhas até o sono chegar.  
 
Não exista placa de corte, régua especial, nem cortador. Tudo era feito só na tesoura. Ah! E ninguém nunca tinha ouvido falar em manta acrílica para rechear as colchas. O forro costumava ser de algodão cru. E depois de muitas lavagens a colcha era um conforto só.


A tradição foi passando para frente. E assim, dormimos em colchas feitas pela minha tia Mariana e pela minha mãe. Aliás, esse é um dos maiores prazeres quando visito meus pais. Lá sempre sou recebida com uma roupa de cama branquinha e perfumada. E na hora de dormir, minha mãe sempre me cobre com uma colcha de retalhos.


Na última vez que passamos um feriado na casa dos meus pais, tinha uma colcha nova na cama do meu filho Lucas. Obra da minha mãe para presenteá-lo.
 
E aí vem a parte mais emocionante de uma colcha de retalhos: olhei cada pedacinho e lembrei dos projetos que fiz. Tinha o restinho da calça de pijama de peixinhos, os tecidos que sobraram das oficinas que eu e a Maíla demos ateliê, os importados de carros que estavam encalhados no meu armário. Assim, a colcha além de aquecer meu filhote, também conta uma história_ como eram as colchas da minha avó que tinham retalhos dos tecidos das calças e camisas do meu avô.


É uma nostalgia boa. Um amor de família costurado ali_ quadrado por quadrado. Fiquei muito agradecida pela minha querida mãe ter tido o trabalho de fazer essa recordação para o netinho Lucas. E espero que essa mesma colcha embrulhe, um dia, também meus netos.
 
Obrigada pelo carinho, mãe.
Maria Antônia, te amarei para sempre.