quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Por uma vida mais doce!

Bolo de churros feito por mim! Receita do site I Could Kill For Desert, da Dani Noce

Sou filha de mãe mineira do interior, prendadíssima nas panelas, capaz de fazer os melhores pães de queijo, a feijoada mais incrível, as rosquinhas mais doces e fofinhas, o bolo sempre no ponto! Infelizmente não herdei esse talento. Mas, desde que tive meus filhos, me esforço para fazer um agrado para eles na cozinha. Ficarei feliz se quando eles crescerem, guardarem na memória ao longo da vida pelo menos algo gostoso feito por mim.
 
O bacana é que eles curtem se aventurar comigo. Juntos, lemos receitas, compramos livros, vemos vídeos no You Tube. Nossa última diversão tem sido assistir o canal da Danielle Noce. Vocês conhecem? Gente! A moça nos deixa de boca aberta! É bonita, mega falante, carismástica, tem cabelo de comercial do Kérastase, usa as roupas mais fofas e ainda cozinha que é uma beleza! Ah! E é super engraçada! Eu e meu filho Lucas, de 8 anos, damos muitas risadas enquanto aprendemos a fazer bolos, biscoitos, docinhos.
 
Virou um programinha nosso! Escolhemos entre os muitos vídeos. Caderninho na mão, Lucas me ajuda a anotar os ingredientes. No dia seguinte, vamos juntos ao supermercado em busca da farinha de trigo, do açúcar de confeiteiro, leite. Daí é uma farra só! Pesamos as medidas indicadas na balança, afinal somos finos! Essa coisa de "uma xícara disso", "um copo daquilo" é para amadores. Hahaha! Vestidos de avental nos sentimos os próprios Ratatouilles.
 
Depois, enquanto a receita assa, aproveitamos para fazer o que mais gostamos. Lucas monta seus intermináveis Legos. Eu costuro a barra de um vestido ou alinhavo uma blusa. Alice, 2 anos, perturba perguntando a cada 5 minutos se já está pronto. A ansiedade tem justificativa: um perfume de bolo quente toma conta da casa e abre o apetite de todos.
 
Por último, vem a alegria por ter encarado mais um desafio e a preocupação se a massa assada vai desgrudar da forma ou não. Hum! Dessa vez deu certo. Hora de forrar a mesa da cozinha, arrumar os pratos e talheres e  chamar a família para degustar. Aqui em casa um bolo não é só um bolo. É bem mais do que isso. Como diz minha musa Dani Noce, tudo "por uma vida mais doce".



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Blusa de crepe: desenhada no Canadá, costurada (por mim!) no Brasil



Eu sempre gostei de passear pela internet para conferir o que outras costureiras estavam aprontando. Por muito tempo eu busquei as colchas de patchwork, as necessaires, jogos americanos, bolsas... mas agora ando fissurada nas roupas. Nossa! Como existe gente bacana pelo mundo produzindo as próprias blusas, vestidos, calças. Acho tudo muito divertido! Adoro ver as meninas posando felizes para mostrar orgulhosas o que fizeram. Hoje é a minha vez....



Tenho comprado muitos moldes em sites gringos. Funciona assim: você escolhe, paga no cartão de crédito e em minutos chega um arquivo em PDF por e mail. Daí é só imprimir, colar tudo e recortar no seu tamanho. Perfeito para as ansiosas que não aguentam esperar longos dias até o envelope chegar pelo correio.
 
Ontem, a Lia Gloria me perguntou sobre a equivalência entre as medidas das brasileiras e das estrangeiras. Acho que não há muita diferença. Pequenas adaptações serão sempre necessárias em todos os moldes, afinal ninguém tem corpo perfeito. Mas nada muito complicado... É só seguir as medidas sugeridas pelo autor e verificar quais se adequam melhor à você. É bom também ficar atento na modelagem: mais justa, mais solta... Como você prefere? E se a dúvida for muito grande, faça uma peça piloto (ou um muslin, como dizem as gringas) em um tecido farofento para confirmar como vai vestir. Depois, então, parta para o tecido do coração. 


A blusa que mostro aqui é a Belcarra Blouse (Para comprar clique aqui!) de um site canadense chamado Sewaholic. A autora é a Tasia e o mais legal é que ela desenha os moldes pensando em pear shaped woman, ou seja, para mocinhas com corpo em formato pera (busto pequeno e quadril largo). Tem coisa mais brasileira? As peças que mais aparecem lá são vestidos godês, saias amplas, soltas, feitas para não marcar nada que não deve aparecer....
 
Eu comecei pela blusa. As instruções vieram bem completas e eu não senti nenhuma dificuldade.  Escolhi um crepe com estampa alegre, com muitas árvores. As mangas são em modelo raglan, cortadas no viés. Gostei do efeito. O acabamento da gola é delicado: viés costurado por dentro. Gastei pouquíssimo material: arrematei minha blusa com 1 metro de tecido + 1 metro de viés de cetim!
 
Adorei este projeto e pretendo repeti-lo em um tecido liso. Acho que rende uma discreta e elegante blusa para ir ao trabalho. Quero costurar logo porque já estou de olho em mais uma blusa linda do Sewaholic!
 



Fotos: Ruby Fernandes

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Aula de Costura: Gola Peter Pan


Oi! Hoje eu vou ensinar como fazer uma golinha modelo Peter Pan. O molde foi desenhado por mim e ganhou o nome de Gola Ruby porque eu fiz para presentear minha fotógrafa estilosa e muito romântica! Fica como sugestão para as organizadas que já querem começar a planejar os mimos para presentear as amigas no Natal.



Você vai precisar de:
- molde gola Ruby. Deixe seu e mail no comentário abaixo do post que enviarei o arquivo em PDF gratuitamente pra você!
- 35 cm de flanela, algodão ou lã fina. Use um tecido liso ou estampa sem direção definida
- 35 cm de entretela termocolante fina
- fita ou um botão para fechar
- 10 cm de elástico rolotê
 



Como fazer:
 1. Corte duas vezes o molde no tecido. Corte a entretela uma vez.



2. Posicione o avesso do tecido com o lado termocolante da entretela e passe o ferro morno até grudar. Vá com calma porque a cola derrete fácil e pode queimar! Reserve o outro corte de tecido.
 
 
3. Agora que a entretela já está grudadinha é hora de alfinetar direito do tecido já grudado com a entretela + direto do tecido sem entretela.
 

4. Alfinete a fita de um lado e do outro. A fita deve ficar dentro, guardadinha lá no meio! Deixe uns 2 cms para fora como margem de segurança. Se você for usar um botão (como o modelo da foto), guarde o elástico rolotê lá no meio e deixe para costurar o botão quando já tiver terminado tudo.




5. Hora de costurar na máquina! Contorne a gola costurando. Atenção! Deixe cerca de 7 cms abertos para desvirar depois. Mnha dica: deixa a abertura na parte reta, na altura do pescoço. O acabamento ficará melhor. Passe a costura à máquina mais de uma vez por cima da fita ou do elástico (depende de qual modelo você está fazendo) para não correr o risco de soltar!



 
6. Faça pequenos piques com a tesoura nas curvas para acomodar melhor a costura.
 

7. Desvire puxando delicadamente pela abertura!Oba! Já está com cara de golinha! Encoste a ponta de um lápis nos cantinhos para abrir a costura e deixar esticadinho. Passe o ferro. Costure o botão!


8 . Feche à mão a abertura e saia desfilando por aí!

Ah! E não deixe de postar seu selfie no instagram e marcar o @ateliebasile. Estou curiosa para ver como ficaram as golinhas. Como eu costumo dizer, #maislegaldoquecomprar. Concordam? Beijo!
 
 
Fotos: Ruby Fernandes
 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Eu e minha overloque: caso de amor e ódio!



A Mirna Dias me escreveu um e mail perguntando sobre a minha overloque. Vamos encarar a verdade: se você quer costurar roupas, vai precisar de uma. Não caia nessa conversa de que métodos alternativos funcionam. Eles até quebram o galho, mas se você quiser um acabamento mais fino terá que investir em uma máquina só pra isso! 
 
 
Eu tentei por bastante tempo. Primeiro usei o zig zag. Era assim que fazia a minha avó. O acabamento interno ficava até bonitinho. Mas depois de algumas lavadas, a roupa desfiava e dava uma tristeza danada.... Depois, me frustrei com o tal "ponto overloque" propagandeado por várias marcas. Vocês já viram? "Faz ponto reto, caseado, bordado e overloque".  Não caia nessa! Eu explico o porquê...
 
 
A máquina overloque ou ultraloque tem passagem para até 4 linhas. Uma para o arremate inferior, outra para o arremate superior e duas para a costura reta. Se você quiser, pode optar por usar apenas 3 linhas. Eu costumo usar assim.
 
 
Além da quantidade de linhas, outra grande diferença para a máquina comum é a faca. Sim, uma faca bem afiada por isso cuidado ao manusear. Enquanto você costura, ela corta o excesso de tecido e deixa tudo bem perfeitinho!
 
 
A parte chata: aprender a passar as linhas. A minha é a ultralock Singer. Ela tem um gráfico e um guia colorido. Facilita bastante. Eu ainda apanho para ajustar a tensão. Para cada tecido é preciso uma regulagem. Tem dia que dá certo rapidinho. Em outros eu sofro. A salvação? Tem uns vídeos no You Tube bem explicadinhos!
 
 
Normalmente, as confecções usam linhas de nylon para os dois arremates (o inferior e o superior) e a linha de algodão apenas no guia de costura reta. Eu desisti dessa regra! Hoje, uso apenas linha de algodão. Sai um pouquinho mais caro, mas como eu costuro só pra mim, acho que compensa meu estresse, facilita a passagem nas guias e não desfia de jeito nenhum!
 
 
Já usei a minha Singer com malhas (minha nova mania, como eu contei aqui), algodão, jeans e brim. Ela nunca me deixou na mão. Já usei até para fazer acabamento de almofadas e necessaires e ela aguentou bem o sanduíche algodão + manta acrílica + algodão. Considero uma máquina forte.
 
 
Enfim, se você tem vontade de costurar roupas, tire mil e poucos reais do bolso (às vezes tem umas boas promoções na internet) e faça esse investimento. Você pode até passar um pouquinho de raiva, mas garanto que não vai se arrepender. Suas peças vão ficar com um toque profissional.
 
 
Beijo! Depois me conte se deu certo!

sábado, 11 de outubro de 2014

Washi Dress: vestido perfeito para enfrentar o calor!


Estou cada vez mais encantada com a costura de roupas. Tenho dedicado boa parte do meu pouco tempo livre para me aprofundar neste mundo tão rico! Leio livros (um dia listo os meus favoritos!), faço cursos online, aprendo em revistas (alô, Burda!) e navego em blogs. As gringas me deixam cho-ca-da! Gente, como elas fazem peças bacanas! Fico babando!

Algumas bloggers gringas entraram na minha rotina há pouco tempo. Entre elas, a Tilly e a Rachel Pinheiro. Outras já são velhas conhecidas. É o caso do Made By Rae . Sigo essa americana, do Michigan, há uns 6 anos. Pelo computador, acompanhei a família dela crescer, as mudanças nos cortes de cabelo e os muitos projetos legais de costura.
 
Fiquei bem feliz quando soube que a Rae estava fazendo moldes e u-hu eles eram vendidos em PDF. O esquema é bem prático! Passou o cartão, fez o download e imprimiu em casa. Daí é só correr para a loja de tecidos!

 
Escolhi o washi dress! Um vestido de verão com corte império. Sei que o modelo não me favorece porque ressalta meu quadril. Nunca compro nada nesse estilo, mas curti tanto o molde que resolvi tentar! Se fizer outro, aumentarei uns 7 centímetros no corpo para ficar mais acinturado.



Ele tem uma manguinha boba (alguém sabe o nome técnico?), que dá um charminho e facilita o acabamento. Acho bem simpático...



O elástico lastex nas costas deixa o vestido bem certinho no corpo. Não costumo usar nada muito justo, mas gostei do resultado.


Pra terminar: bolsos são sempre bem vindos_ seja para o celular ou os brinquedinhos das minhas crianças.


Um domingo de muitas costuras pra você!

Fotos da sempre super: Ruby Fernandes (só ela pra me deixar à vontade assim!)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Passeio pelo ateliê


É aqui que eu passo muitas horas do dia. Ouço música, navego nos blogs, escrevo, brinco com meus filhos e, é claro, costuro! Meu quarto de costura é o meu lugar favorito no mundo. Sinto-me abençoada por ter 50 metros quadrados, bem planejados, para fazer tudo que mais gosto na vida! Foram muitos anos sonhando com esse espaço...

 
A mesa é aquela gigante que ficava na sala comercial onde funcionava o ateliê. Foi idéia da Maíla Basile encomendarmos uma mesa redonda para que nossas alunas costurassem batendo papo, como nós sempre fizemos juntas. Nesse post tem a história bem completinha dela.
 
Bom, muita gente já costurou, encadernou e comeu bolinhos aqui (please, deixe um comentário abaixo se você foi uma delas!). Quando desmontamos a sala foi fácil desapagar de vários móveis lindos, mas a mesa... não dava! E então a Maíla sugeriu que ela viesse morar aqui em casa. Deu certinho!


No meu quarto de costuram tudo tem um significado especial. Para guardar minha coleção de livros de costura, moldes e aviamentos, desenhei uma estante em forma de casinha. Foi difícil arrumar quem topasse fazer a marcenaria. O resultado, ainda bem, ficou melhor do que eu imaginava! Ela é de MDF. A porta e a janela são de laca bege, quase rosa. Cabe um mundo de coisas!


Tem ainda uma bancada com 9 gavetas, onde guardo tecidos e material de scrapbooking. Em cima fica o computador, a overloque e mais umas bobagens. É aqui que meu filho Lucas, de 8 anos, faz dever de casa e joga Minecraft, enquanto eu bordo, alinhavo ou monto moldes.

O ateliê é aberto para o jardim. Entra bastante luz, mas ele não é claro depois das 4 da tarde. Outro problema é que esquenta bastante.


Usei duas estampas de papel de parede e pendurei espelhos e a chave de uma casa antiga de Buritis, Minas Gerais, onde vivem meus pais e boa parte da minha família.

A máquina antiga era da minha avó paterna. Dona Raimunda Rodrigues ganhou de presente do meu avó Cesáreo e costurou nela até morrer. Outro dia mostro em detalhes e conto a história toda. Sinto muita alegria por ter essa máquina pertinho de mim todos os dias.



Os objetos me trazem boas recordações, como o Pinóquio de madeira que eu trouxe da Itália na minha lua de mel em 2002. As latinhas de caneta foram encapadas pela Maíla com o papel de parede que usamos na sala onde funcionou o ateliê. Mais uma memória afetiva!



O quadro de cortiça veio de Gramado, na Serra Gaúcha. Eu e meu marido adoramos aquele climinha alemão. É um lugar onde ainda desejo retornar muitas vezes.


Espero que tenham gostado do passeio. Prazer imenso compartilhar com vocês o lugar mais amado da minha casa!

Um boa semana, costureiras!

Fotos: Ruby Fernandes

sábado, 4 de outubro de 2014

Dicas para comprar um manequim de prova

 

Dia desses recebi um e mail da Katia Linden perguntando sobre o manequim de prova que vira e mexe aparece nas minhas fotos do instagram. Sempre quis ter um desse no ateliê.
 
O meu é da Singer e comprei em viagem à Nova York. Vamos lá:
 
1. As vantagens: ele ajusta as medidas do peito, costas, cintura, quadril e a altura. É só girar esses 12 círculos para deixá-lo do seu tamanho exato. Muito fácil de usar.



2. Transporte: apesar da caixa ser imensa, é bem leve. Leve mesmo! Eu não tirei da caixa para me assegurar que o manequim chegaria sem avarias ao Brasil. É bom ficar atento porque conta como uma mala. Fui super econômica com as minhas bagagens para ter certeza que a empresa aérea não me cobraria taxas extras. Foi tranquilo.
 
3. Material: ele é de plástico coberto com feltro. Não é fofinho, mas dá para alfinetar. Além disso, o feltro ajuda a dar uma grudadinha. Facilita bastante, principalmente quando usamos tecidos finos. O pé é de alumínio e a sustentação é de plástico mega frágil. Tem que ter cuidado!
 
4. Como usar: eu deveria usá-lo para experimentar as peças enquanto eu costuro, mas faço isso raramente. Gosto mesmo é de deixar vestidos, saias e blusas pendurados, bem exibidos, depois de prontos. Vou confessar: tenho muita dó de usar as roupas que faço (que bobagem!), por isso morro de alegria de vê-las lá no manequim!
 
5. Preço: comprei pelo correio no Amazon e pedi para entregar no hotel. Chegou em 2 dias! Paguei menos de U$ 100. Pesquisei hoje e vi que está um pouco mais caro. Observei também que agora há oferta de uns modelos que acho mais bonitos, com pés de madeira. A desvantagem é que não há ajuste. É preciso encontrar um com medidas aproximadas às suas. E tem um maravilhoso profissional que consta na minha lista de sonhos de consumo!
 
A blusa de malha de algodão com gola de tricoline foi costurada por mim! O molde é o Parisian Top.