terça-feira, 7 de junho de 2016

Branco traz paz! Mais um pouco do retiro de costura



Em um lugar tão incrível, eu não poderia deixar de tirar muitas fotos. Os dias em que passei hospedada no casarão construído em 1799, em uma fazenda no interior da Virginia foram a inspiração que faltava para eu voltar aos meus clicks. 

Que lugar! Uau! Era perceptível que a casa havia sido recentemente restaurada, mas os decoradores/ arquitetos souberam reaproveitar piso, janelões e alguns móveis e misturá-los com outros novos, mas com aspecto envelhecido. Tudo branco, bege, cinza claro. Minhas cores favoritas na decoração e no guarda roupa. 


Éramos 10 hóspedes e os 5 quartos eram diferentes. O meu ficava no sótão. Tinha o pé direito mais baixo, lareira, lustres antigos. Parecia casa de boneca. A iluminação natural era perfeita e tudo que eu pensava ao acordar era como seria bom passar um período mais longo ali com tempo suficiente para ler e tricotar.


Aproveitei o cenário para fotografar minha blusa recém costurada. O modelo é bem simples. O molde foi tirado do livro Everyday Style, da Lotta Jansdotter.  Taí um livro que vale cada centavinho desse dólar que tá pra matar! Os projetos são simples, rápidos, mas estilosos. No livro vem os moldes e as explicações para um vestido, uma calça, uma saia, um casaco e 4 bolsas. Todos acessíveis para iniciantes.



A blusa Esme tem mangas 3/4 e decote quase canoa. Escolhi um algodão branco com pássaros dourados. Tecido baratinho (menos de 5 dólares) comprado na Joann. Gostei do resultado e pretendo fazer outras, mas optarei por tecidos com caimento mais fluido, como voile.




quinta-feira, 26 de maio de 2016

Um sonho chamado retiro de costura!


Há anos eu pesquisava sobre os encontros de costura que são tradição nos Estados Unidos. Gente! Perdi as contas de quantas horas naveguei pela internet babando nas fotos das aulas em hotéis, fazendas e resorts. Um sonho até então bem distante da minha realidade. Quando me mudei, ressuscitei a ideia e pensei comigo: agora vai! Só não achei que fosse acontecer tão rápido porque normalmente esses encontros são agendados e fechados com longos meses de antecedência! 



Assim que fiz a inscrição (quase 3 meses antes do evento) fiquei empolgadíssima! De olho no calendário! Mas a medida que os dias foram passando comecei a ficar preocupada em como seria dividir uma casa com estranhas. Mal sabia eu a belezura da casa que nos esperava e que as estranhas eram ladies muito animadas e divertidas! 

O retiro foi organizado pela The Finch Sewing Studio , loja/ ateliê de costura e tricô que fica em Leesburg, na Virginia. Chegamos na sexta-feira à tarde. Fomos recebidas ainda no carro pelas finchettes (como eles chamam as funcionárias e professoras da loja) com um coquetel pra já quebrar o gelo e entrar no clima relax. 

A propriedade fica na área rural da Virginia. OMG! Um casarão antigo, restaurado e muito bem decorado. Cada quarto tinha uma cara. Todos eles de cair o queixo! Hum! Camas macias e roupa de cama de primeira, afinal se tratava de um retiro e deveríamos descansar. Não é mesmo?


Depois de conhecer nossas acomodações e guardar as malas, nos reunimos na varanda. Papo vai, papo vem e conversamos sobre moldes, projetos, tecidos, lãs e tudo que está dentro do universo artesanal. Anoiteceu, tomamos uma sopa e fomos para a sala bater papo, bordar e tricotar _fomos avisadas com antecedência que deveríamos levar algum trabalho manual. O grupo era pequeno: apenas 10 alunas.

Sábado chegou e todas nós madrugamos sem despertador. Amanheceu um dia ensolarado e a casa ficou cheia de energia boa. Café da manhã tomado, hora de costurar!!! A proposta era fazermos bolsas e aprendermos a trabalhar com couro. Cada uma podia escolher o molde que quisesse e as professoras estavam lá, prontas para tirar as nossas dúvidas e nos socorrer! Ao longo do dia ocorreram aulas curtinhas. Uma delas para entendermos como cortar, costurar e dar estrutura ao couro. Uau! Um show de novidades na minha vidinha costurística. Aprendi muito! 








No fim da tarde de sábado, mais uma aula. Hum! Mas dessa vez nada de linhas, nem agulhas! A Nicole falou sobre diferentes tipos de vinhos.



 Enquanto a degustação de vinhos acontecia caiu uma chuva daquelas! Encerramento perfeito para um dia que parecia mágico. Fechei os olhos e agradeci pela oportunidade de estar ali.

No domingo ainda teve mais costura e uma aula de yoga antes de voltarmos para casa. No fim, lá fui eu encarar a estrada de bolsa nova, recém costurada, reabastecida de inspiração, novos conhecimentos e criatividade para recomeçar minha trajetória na costura. 


* Nos próximos posts mostrarei mais um pouco desse casarão dos sonhos e outros projetos. Tem um moletom quentinho e uma blusa romântica. Espero encontrar vocês aqui de novo.

domingo, 22 de maio de 2016

De volta! Eu mudei...

                          


 

Depois de um breve período ausente, reapareci. Esperei estar inteiramente recuperada até voltar a fotografar, registrar como anda a vida e compartilhar minhas conquistas no mundo das costuras. 

Dessa vez, escrevo de longe. Estou em um novo quarto de costura, uma nova casa e um novo país. Com tanta novidade eu precisava mesmo de um tempo até a poeira baixar e eu me sentir suficientemente confortável para estar aqui. 

Muita coisa aconteceu desde novembro de 2015. Eu e minha amada família embarcamos numa grande aventura que exigiu trabalho, desapegos (do sol, louças e tecidos ao emprego) e coragem de enfrentar mudanças internas e externas. Mudanças assustam. Não são fáceis. Eu sempre tinha morado em Brasília e apesar de acumular milhagens mundo afora, nunca tinha arrumado as malas para viver em outro país. Quer dizer, mais nova tive as abençoadas oportunidades_ graças aos meus pais_ de estudar nos Estados Unidos e na França. Mas, morar pra valer, alugar casa, fazer supermercado, cancelar assinatura de jornal e trocar endereços foi a primeira vez.

Chegamos 2 dias depois do Natal. Meio mundo comemorando reveillon e a gente cheio de dúvidas e ansiedade em um quarto de hotel. Num inverno pra lá de rigoroso, vivemos uma sinergia familiar deliciosa. Eu, Juliano, Lucas e Alice dividimos com calma, pensamento positivo e amor cada minuto dessa fase. Uma semana depois de aterrissar no aeroporto de Washington DC, já estávamos na nossa casinha. E olha, quando eu digo casinha, não estou me referindo apenas carinhosamente. Abrimos mão de uma casona super confortável com piscina e jardim para viver nosso american dream numa townhouse _ jeito metido a chique para falar de uma casa geminada de dois quartos.  Pequena, mas muito charmosa! E que nos dá muito orgulho.  

Só agora começamos a sentir uma pontinha de estabilidade. Sabemos onde fica o supermercado, onde cortar o cabelo das crianças, onde ficam os armarinhos e as lojas de tecidos (opa! Informação importante, hein?). Juliano segue firme em busca de notícias e fontes em seu trabalho jornalístico, Lucas fez amigos e está indo bem na escola gringa, Alice ainda chora porque não entende a professora; enquanto eu cumpro meu desafio de aprender a cuidar da casa (assunto para outro dia!), aperfeiçoar meu inglês e me dedicar às minhas eternas pesquisas costurísticas. 

Mudamos de país pela oportunidade de trabalho e também pela chance de oferecer aos nossos filhos um novo olhar sobre o mundo. Hoje vejo que além disso, há ainda a possibilidade de alcançarmos um novo olhar sobre nós mesmos. Afinal, estamos distantes da família, dos amigos, dos colegas de trabalho e dos julgamentos das pessoas que nos amam e daquelas que não gostam da gente também (porque sempre tem, ne?). 

São só 6 meses, mas nesse período já sinto que MUDEI. A luta para que a mudança seja para melhor é diária. E quem disse que seria fácil? 




quinta-feira, 19 de novembro de 2015

É hora de desapegar!


Eu, meu marido e nossos dois filhos partiremos para uma grande aventura em dezembro. Vamos morar por 3 anos em Washington, capital dos Estados Unidos. Estamos felizes com a nova vida... e nos preparando para os desafios.
 
O primeiro deles ainda será enfrentado aqui: desapego! Não levaremos mudança, por isso teremos que ter coragem de nos desfazer dos nossos objetos garimpados em viagens e passeios ao longo dos anos. Tudo  Quase tudo será vendido em um animado GARAGE SALE no primeiro domingo de dezembro, dia 06, das 9 da manhã às 5 da tarde.
 
Vai ter tecido, máquina de costura, botões, livros de patchwork, linhas, papéis de scrapbooking. E também louças, mimos para a cozinha, quadrinhos, espelhos decorativos. Ah! E eletrodomésticos para quem estiver precisando equipar a casa, como: máquina de secar roupa e de lavar pratos bem novinhas! E ainda: roupas, bolsas e outras belezuras!
 
Se você se interessou pelos objetos ou se quiser vir dar um tchau, apareça aqui pra gente tomar um café, comer um bolinho e bater um papo.
 
Deixe seu e mail que eu mando as coordenadas.
 
Beijo e até lá!
Vivi Basile

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Na estrada! Minhas Craft Férias em Joinville.

 
Tenho pensado no quanto a gente complica a vida sem necessidade... Mil planos para férias a milhares de quilômetros de distancia, preocupação com a cotação do euro e a cobrança do IOF na fatura do cartão de crédito na volta. Esse ano decidi que faria diferente. Queria férias tranquilas, ao lado de pessoas amadas, em REAL e fazendo o que eu mais gosto: costurar! E não é que deu certo? Eu me diverti horrores, chorei de rir e voltei pra casa leve, leve....
 
Desde que me casei e as crianças nasceram já viajei bastante a trabalho, mas essa foi a primeira vez que deixei filhotes e maridão em casa pra bater perna por alguns dias só com amigas. Como faz bem, viu? Recomendo!
 
Eu e Ruby partimos de Brasília para Joinville para visitar as crafters de lá! Olha, foram 4 dias super animados. A farra começava no café da manhã no hotel e seguia até tarde. Bem, entenda por farra: cafés com bolo com conversas que duravam horas, almocinhos trocando confidências, risadas ao falar bobagens e compras em armarinhos e lojas de tecidos. A Bela, mais conhecida como Chá de Baunilha, foi nossa super guia e nos levou aos lugares mais bacanas da cidade! Merci, merci, merci, Bela!
 
Primeira parada doce da viagem: Bacio di Latte no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Zero dieta!
 

 
Joinville é a maior cidade de Santa Catarina, apesar de não ser a capital do Estado. Teve colonização alemã, por isso é cheia de confeitarias. Nelas, tem os doces tradicionais germânicos e outros que acabaram entrando no cardápio. Gente do céu! Nunca comi tanto bolo gostoso e bem feito na vida. Fomos a muitas e a favorita (que mereceu uma passada antes de pegarmos o avião para voltar) foi a Doce Beijo. A decoração é em estilo art noveau, bem francesinha, com vitrais coloridos. As mesas e sofás são vermelhos e a louça é um capricho só.



Almoçamos super bem (saladinhas lights pra compensar as calorias das guloseimas) no Jardim Amélie.  O restaurante parece uma casa de boneca.

Na porta do Jardim Amélie com Ruby Fernandes, Bela Chá de Baunilha e Fabi Sehnem. A Fabi faz as bonecas de carretel de madeira mais lindas do mundo. Sou fã há anos! Olha AQUI que perfeição.

A parte mais bacana foi estar com pessoas que falo sempre virtualmente. Tão bom ouvir a gargalhada, o tom de voz ao contar uma história, as expressões faciais. Taí algo que a internet e as redes sociais ainda não substituem!


 

sábado, 17 de outubro de 2015

Vestido Bettine: ainda não sei se gostei!

Tirei férias e sumi por aí por alguns dias. Foram semanas inesquecíveis! Completamente dedicadas à minha paixão pelos crafts. Nada muito elaborado, nada excessivamente caro, mas com dias repletos de bons programas e ótimas companhias. Aos poucos vou compartilhar tudo com vocês... Conheci endereços bacanas que podem ser úteis para quem curte manualidades, como eu.
 
Mas antes vou mostrar um vestido que levei na mala especialmente para estrear durante a viagem a Joinville. Tem coisa mais gostosa do que preparar mala? Eu adoro! Passo dias pensando nas combinações, acompanho a previsão do tempo e penso nos prováveis programas.



O molde, mais uma vez, é da inglesa Tilly and The Buttons . Acho a  Tilly a referência mais moderna que temos no mundo da costura hoje. Ela costura bem, tem senso de estilo, uma pegada retrô que eu amo e um marketing bem amarrado que faz a gente desejar tudo que ela inventa.
 
Acompanho a Tilly no site, no instagram, comprei  livro ainda na pré-venda (super indico!) e quase todos os moldes lançados individualmente. Olha! É em libra, caro que dói, mas costumo fazer e repetir tantas vezes que no fim, compensa.


Sobre o vestido Bettine.... usei um crepe bacana, pesado, que comprei na Puro Pano, em Brasília. É um vermelho cereja. A execução foi bem fácil. Não tem pences, nem zíper. E os bolsos aparentes na frente são tranquilos de fazer!
 
Algumas mudanças: a Tilly sugere costurar um elástico na cintura. Pulei essa parte porque minha intenção é usar com cintos ou lenços. Acrescentei 8 cm no comprimento alterando no local marcado para isso, mas não gostei no resultado por dois motivos. Primeiro porque depois de pronto conclui que esse modelo tem que ser mais curto mesmo (vou diminuir a barra!). E também porque acho que influenciou na modelagem, que era para ser tulipa, mas acabou ficando coisa nenhuma (nem reta, nem arredondada, nem nada!).  


Esse daí foi o detalhe do acabamento que eu mais gostei! A viradinha da manga com esse botãozinho falso deram todo charme. Já o conjunto da obra... ainda estou em dúvida.


E vocês? O que tem costurado?


Fotos da fada Ruby Fernandes

domingo, 2 de agosto de 2015

Casa de boneca? Opa, casa de fotógrafa!


Numa tarde dessas, a Ruby me convidou para um cafezinho na casa dela. Bem, cafezinho não seria um termo muito adequado quando você encontra uma mesa cheia de gostosuras, arrumada com tanto carinho. Taí algo que eu valorizo cada vez mais na vida: há momento mais precioso do que alguém se planejar, assar um bolo, mexer o brigadeiro na panela e tirar a melhor louça do armário para lhe receber? A sensação de acolhimento é imediata. É preciso aproveitar cada segundo.
 
 

A Ruby mora num petit apê que me encanta. Fico babando todas as vezes que vou lá. Não falta, nem sobre nada. Tudo o que está lá dentro tem utilidade e foi muito pensado até ocupar gavetas e prateleiras. Num mundo que te chama para comprar tudo o que você vê pela frente, fico admirada com a capacidade de seleção da minha amiga. Cada pecinha tem a cara dela e significa algo na história da família. 
 
E quanta organização, viu? Duas portas de armário para guardar todas as roupas dela e do marido? Sim, ela prova que é mais do que o suficiente. Mini área de serviço não é sinônimo de bagunça. Cozinha com armários limitados? A solução é ter só mesmo o necessário. E pra quê mais??
 

Cada vez que eu vou lá há uma novidade. Dessa vez, a Ruby trocou o papel da parede da sala e o da cozinha. Cansou do floral romântico e substituiu por um de tijolinhos. Taí mais um motivo de admiração: na casa da Ruby não há estagnação. Tudo está sempre em movimento, em construção. Ela está sempre bolando um jeito de deixar o que já está lindo ainda mais e mais bacana!